quarta-feira, 22 de janeiro de 2014
o chá da bebé
foi especial. muito especial. agora que a v. está quase quase quase a nascer, relembro o seu chá do bebé. foi o primeiro chá do bebé em que participei. até porque este é, digo eu, um costume muito recente na nossa cultura portuguesa que, diga-se, só há muito pouco tempo, começou a encarar o pré-nascimento como uma coisa festiva, alegre e, acima de tudo, feliz. acredito, apesar de não ser mãe, que quanto mais felizes e tranquilos formos mais feliz será o bebé. certo mas, adiante.
o chá do bebé da minha querida a. foi um momento inesquecível não só para ela, a quem quase tivemos que arrancar de casa com o simulacro de uma inundação (um delírio apenas descritível, perdoem-me, a quem lá esteve. portanto não vou descrever aqui a aventura que foi), mas também para todo o mulherio que ali esteve. éramos muitas, e, caramba (!) bem dispostas! porque foi tão natural, tão sentido, tão emotivo que não havia motivos para que não estivéssemos, também com ela, muito felizes. não me perguntem porquê, mas eu arrisco a dizer que quando somos amigos, quando gostamos de uma pessoa, é super natural que fiquemos assim: a partilhar naturalmente a alegria.
recebemos a nossa torturadora física em apoteose. a "nossa" pequena nazi (dada a sua estatura inversamente proporcional à sua manifesta força física e mental) que nos obriga a fazer flexões, corridas, agachamentos, elevações, tudo o que possam imaginar até conseguirmos ficar com "aquele corpo". está na cabeça dela aquilo que deveremos ser fisicamente. e também está na nossa. e não é que ela costuma acertar? no meio de treinos que nos põem, literalmente, com um andar novo e de muita tortura, ainda temos tempo para desabafos, constatações, conversas que ficam ali mesmo entre uma flexão e dois agachamentos. e que ficam ali. tenho a certeza que todas nós temos conversas com a a. e que ficam, mesmo, só entre nós. e é assim que a amizade vai crescendo. por isso, não foi difícil alinharmos na compra das prendas, decorarmos a sala, levarmos bolos, e doces e bebidas para uma tarde única. ali naquele espaço onde nos conhecemos, cada uma com a sua história individual e onde treinamos, também com objetivos intransmissíveis, festejamos a felicidade da nossa amiga (e pt). claro que há sempre duas ou três comandantas, que têm a logística da coisa toda estruturada e bem pensada. e que têm esse dom e essa facilidade em organizar e motivar todo um grupo de mulheres tão diferentes.
demos abraços. assistimos à abertura dos presentes. rimos e choramos com a alegria do pequeno g., o irmão mais velho. tiramos muitas fotografias. provamos os bolos mais bonitos dos últimos tempos e toda a comida que havia para provar. bebemos chá (somos umas senhoras!). até fizemos um concurso para ver quem acertava no perímetro da barriga (mas quem é que inventa estas coisas?!). e por fim, pegamos nos balões que enfeitavam a sala e fomos lança-los no final de tarde de dezembro, já bem fria. ficamos a olhar os balões a subir. lá no ar. houve qualquer coisa de mágico e de infantil naquele preciso momento.
e sorrimos.
e agora a v. está quase a nascer. está quase aí. numa alegria que partilhamos.
e quando ela nascer vamos ter que lhe agradecer o facto de nos ter reunido numa tarde tão, mas tão bem passada.
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Que lindo !! Que bem recordado e tao bem descrito!! Foi uma tarde fabulosa organizada para alguem muito especial a nossa A.
ResponderEliminarNo fim do dia chorei... Nao por tristeza mas por ter sido ainda melhor do que imaginei! Aquelas mulheres todas e todos os sorrisos e abraços que foram dados!! So mesmo quem teve presente! Espero que um dia a nossa A. Conta á nossa V. Que ela teve uma festa linda ainda antes de nascer-:)
Obrigada HMB por este miminho