- que só pelo facto de ter saltado da cama e ter ido correr 8 km hoje de manhã, sinto-me "a maior";
- que não tinha sido nada mal ter feito uma sessão de 15 minutinhos de banho turco (mas não deu);
- que devia ter passado menos a ferro para não me sentir, umas horas depois da corrida, menos a super mulher;
- que a comida da minha mãe continua a ser e será sempre, a melhor do mundo e não precisam de ser pratos tradicionais portugueses (hoje aventurou-se na tapioca);
- que o "governo sombra" de uma tvi desconhecida para mim (!) é o que mais gosto de ver na televisão ao domingo (em repetição);
- que ainda não percebi bem se estes programas que dão nas generalistas ao domingo à tarde promovem as terras e as suas tradições; se promovem sobretudo uma coisa a que chamaram de "música pimba" (e que nem isso chega a ser); se enchem os bolsos às operadoras de telemóveis... bem, estou confusa e irritada com o pleno que chega a atingir a expressão encher chouriços;
- que o filme blue jasmine do woody allen e que, finalmente vimos ontem, é bom. muito bom, daqueles que são tão bons e com pormenores deliciosos que vamos constatando, melhor, saboreando no pós-filme;
- que gosto (não me atirem pedras) de tardes de domingo de chuva;
- que o país parece que acordou para a imbecilidade e brutalidade das praxes (mas quem é aquela gente?!!!!)
- que a reportagem sobre os 10 anos da morte do Miklos Féher na sic notícias deixou-me com um aperto estranho no coração (nunca tinha visto aquilo com os olhos com que vi hoje);
- que tenho que escolher um ou dois livros para emprestar a uma amiga que vai para o hospital com a sua bebé (uma operação simples, se é que essas coisas existem) e que tenho medo de escolher livros para emprestar! ou seja, nunca sei, mas nunca sei, o que os amigos gostam de ler (isto acontece-me com frequência depois de, numa reunião de trabalho, um colega ter dito, do alto da sua sabedoria que um arquivo municipal, já agora o nosso só tem um acervo com mais de 10 mil fotografias da última década do século dezanove e todo o século vinte, entre outros, objetos históricos e material de fotografia que alguns municípios pagavam para ter, "não é cultura, não é tradição, é mais uma coisa administrativa" - estou a citar). a partir daí as minhas referências ainda ficaram mais baralhadas.
e pronto, é isso, a partir de amanhã o cenário repete-se.
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