terça-feira, 28 de janeiro de 2014
ai a poesia
na sexta à noite fui ver um pequeno espetáculo de poesia, teatro, vá meio tertuliano, a um dos sítios que mais gosto, o museu da fogaça. este café tem um misto de charme e bom gosto, aqui mesmo ao lado no centro de santa maria da feira, com algo de boémio que não sei explicar. e é dos melhores lugares para se estar, sozinho ou com amigos, seja de noite ou de dia. tem pormenores que não deixo de observar quando lá vou e um cantinho que já é só meu. tem livros, quadros, doçaria de babar e fogaças originais, tem pessoas simpáticas, e música agradável. sim, também tem poesia.
talvez por isso, se tenha transformado em café teatro, digamos assim, e promovido (no âmbito das festas das fogaceiras) um espetáculo do grupo experimental de teatro do orfeão da feira com o nome o que é a poesia?
uma dúzia de pessoas, atores amadores mas que gostam mesmo do que andam a fazer, uma história simples, entrelaçada em poemas e frases de autores portugueses, violino e piano. não havia melhor forma de começar o fim de semana. este fim de semana.
foi bonito. foi mesmo o melhor do dia. do meu dia.
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Aí, nasci de novo, quando o calor fez lava na rocha que me prendia, deixando correr hoje o que sinto! O convite foi especial, e não digo palavras, mas conto o que sinto! Poderemos ser de novo o que fomos um dia se fizermos correr tudo o que temos de bom! Hoje não precisamos dos navios, embarcações e Camões, porque já o foram um dia! Temos tudo o que temos, a tecnologia e homens que fazem poesia, tão boa, mas ninguém me dizia! Viva Portugal! A nossa história que volte, pelas palavras, pelas redes sem fios, porque números tornam homens frios! Portugal de paixões, não de arrepios, onde o Sol se procura dos que vivem no frio, para lá das nossas fronteiras, onde o dinheiro é rei, mas nem sei, pois vem para cá!
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