quando digo que preciso de treinar e que sinto falta, e que o meu corpo (e sobretudo, a minha cabeça!) precisa de transpirar, de que puxem por ele para se sentir saudável e desempenado, como de "pão prá boca", não estou a fazer fita, não estou a ensaiar uma birra, nem me estou a armar em pessoa importante.
e sim, quem treina regularmente e com afinco, é alguém que me merece uma absoluta e completa admiração e é, realmente, uma pessoa importante com tudo o que isso implica. porque, minha gente, não é fácil levar esse ritmo no relógio do dia a dia, nem impor essa disciplina às vidas que temos.
quando digo que preciso de ir ao ginásio, que nem que sejam os quarenta minutos da hora de almoço, é porque (e não me contrariem) preciso mesmo!
já tentei fazer a experiência, para depois tentar provar que é tudo uma questão de mentalidade e de psicológico.
mas: esqueçam! treinar faz mesmo bem. os fios que ligam o corpo ao cérebro são infindáveis e daí, até ao coração (literal e sentimentalmente falando) os contornos, ligações e vias são, sobretudo, indecifráveis.
hoje, quando me sentei para trabalhar depois da aula da hora de almoço, senti bem estar; senti que ía trabalhar melhor e que não há, mesmo, nada que pague esta sensação.
se estou: empenada, com barriga onde ela não devia existir, com a cabeça fora do lugar, a dever horas a sono, com descanso por fazer ou a sentir-me um elefante, asseguro que neste momento sinto-me leve, ágil e com a cabeça no lugar.
logo, quando sair do trabalho, posso já nem estar a sentir-me assim e amanhã lá tenho que ir outra vez para aproveitar esta sensação.
o treino faz-me bem. e faz-me falta.
talvez seja por isso que, quando não treino, não me suporto a mim mesma. quando não treino peso toneladas em cada perna.
quando não treino nem tenho inspiração para escrever, quanto mais mais sorrir.
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